sábado, 9 de dezembro de 2017

Advento: 9

Este ano são fantásticos... o Pai-Natal aderiu ao mundo da tecnologia. E os emojis no outro selo... Muito tecnológico, mas... os postais da praxe continuam. Bem à moda antiga. ;)

Advento: 8

Este ano, uma vez mais, as prendas são feitas em casa. A Maria fez a compota, eu fiz os arranjos. (só estão alguns exemplos).


Advento: 7

Se não tiverem ideias para presentes de Natal, recomendo um livro. Ah porque aquele primo não gosta de ler e tal...

O Caderno das Piadas Secas é uma maravilha. Textos curtos, risada garantida para quem gosta de piadas secas (o meu segundo tipo de piadas favorito).

Esta saquei do livro das caras deles. Também recomendo vivamente!



Advento: 6

É só publicidade. Mas eu gosto de publicidade... que hei-de eu fazer?!?!
Foi um postal dos correios (literalmente). Na frente, os desejos típicos da época.
Por trás, sob o mote Fazer bolos liga. Os Correios também., encontramos a seguinte receita de biscoitos.  (eu faço batota, também faço biscoitos destes ao longo do ano!)



125gr de manteiga mole
1 ovo
12gr de açúcar
1 colher de chá de açúcar baunilhado
1 pitada de sal
1/2 limão
250gr de farinha
1 gema

Misturar os ingredientes todos numa tigela, deixar repousar no frio.
Tender a massa numa espessura de 5 a 7 milímetros.
Cortar os biscoitos com os cortadores favoritos.
Pincelar com a gema de ovo.
Levar ao forno a 200º, entre 10 a 15 minutos.

Advento: 5

A minha mãe há anos que sonhava com um fumador. Mas tinha que ser um fumador cesteiro. EU sei por que raio queria ela um fumador. E tão especificamente um fumador cesteiro, ou cesteiro fumador ou sei lá o quê...

São bonecos de madeira que servem de incensários domésticos. Coloca-se uma pedra na barriga deles e aquilo empesta dá um cheiro natalício (?) à casa. Costumam ver-se nesta altura do ano, juntamente com os presépios e os quebra-nozes em madeira. Onde nasceu exactamente e se tem algum significado profundo... isso já desconheço. Mas que é engraçado é. (claro que eu fui a correr apagar o incenso... haja fedor maior para dentro de casa!)


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Advento: 4

O meu primeiro dia no calendário foi doce e engraçado. Doce pelos bombons. E engraçado pelos lenços de papel. Além de não ser ummproblema oferecer lenços de papel nesta terra, estes são mesmo especiais.
"Se os outros têm problemas comigo, que os guardem para si, porque são eles que têm os problemas e não eu." (Tradução muito livre) 😁😂

Advento: 3

No rés-do-chão do prédio está um calendário do advento. Como no direito há crianças, pensei que fosse o pessoal do esquerdo a preparar alguma coisa para eles.
Afinal não era bem assim, foi o pessoal do esquerdo, mas era para todo o prédio. Como somos 12 no total, dá para fazer a brincadeira entre todos. A mim calhou-me o dia 3 e o dia 15.
Mas eu deixo a foto do calendário mesmo.


domingo, 3 de dezembro de 2017

Advento: 2

Hoje (dia 2) fui a Berma ver uma exposição de pintura "degenerada". (Se hpuver intetrsse posdo explicar)
Aproveitei e dei uma volta pela cidade e pelo mercado de Natal.
Já tinha perdido a cabeça a comprar um alfinete de lapela numa loja de gótico, steam punk e afins. (A experiência que tive naquela loja também foi sublime). Mas como se não chegasse... comprei um presépio....
Pequenino. Fofo. Não tem reis ou pastores e os únicos animais são duas ovelhas sem muitos detalhes. Mas... a palhota começa a cativar... e quando se olha para a Nossa Senhora Marumbina, o São José Matumbino e o Menino Matumbino...  ooooh... 😍

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Advento: 1

Não vou fazer promessas. Posso estar cansada. Sem tempo. Com pressa. Sem ideias. Ou simplesmente preguiçosa. Assim, vamos fazer um calendário de Advento conforme calha. Que vai com a onda do dia... :)
Para o dia de hoje uso um boneco que vem muito a propósito. Pertence à campanha de Natal do aeroporto. Há muitos, espalhados pelo aeroporto fora. O mais engraçado que eu vi é um sentado num banco de uma área de espera em frente a um portão de embarque. Tem um bilhete e tudo. (A ver se levo o telemóvel da próxima vez que for para aquele lado.)
Este está na zona de chegadas do terminal 1. É muito amoroso! E apropria-se ao dia de hoje porque o dia acordou coberto de neve. (apesar de pouca, foi a primeira queda de neve a sério por aqui).



quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Nós somos muito pequeninos

Anteontem mandaram-me ir buscar dois young pax. Young pax é um menor de idade que viaja sem acompanhamento de nenhum tipo, tem que ter X anos (depende da companhia aérea), tem que ser capaz de ir para o avião sozinho, não tem tratamento diferente no avião e tem que saber ir buscar as malas e sair do aeroporto de chegada sozinho.
Por saber isto tudo, revirei os olhos. Pensei que era uma paneleirada (mais uma) da companhia aérea.
Fiquei à espera que alguém do pessoal trouxesse os miúdos, sempre a pensar que estava com fome e que podia estar a comer em vez de estar ali. É que young pax tem esse estatuto precisamente para não se ter que andar com ele ao colo.

Entretanto chega um dos importantes da companhia, acompanhado por dois rapazinhos. Traz um saco de plástico na mão, tira de lá uns papéis e diz-me que é a documentação deles, acena aos miúdos e não me dá mais indicações.
Pergunto aos miúdos, English? Deutsch? Pela cara deles percebo que nem uma nem outra. Então começo com a linguagem universal: um sorriso rasgado e sinais para me seguirem. Chegamos a uma parte em que há uma passadeira eléctrica e eu nem pensei, fui por ali por ser mais rápido. O miúdo mais novo, de onze anos, agarrou-se a mim. Senti-me tão mal!! E nem sequer podia pedir desculpas porque ele não me entendia. Estamos habituados a miúdos de dois anos a conseguir...
Quando chegámos às escadas rolantes, optei pelo elevador. Eu não podia arriscar que um deles se esbardalhasse por ali abaixo.

No caminho até ao controlo de passaportes, fui olhando para a papelada deles. Fiquei a saber que uma folha dobrada em três, de um papel bem fraco, serve como passaporte de emergência para naturais da Etiópia. Fiquei a saber que um visto pode vir numa folha solta, separada de um passaporte. E fiquei a saber que eles viajavam com o apoio de uma organização humanitária.

Depois dos passaportes e da bagagem, fomos para a rua procurar quem vinha buscar os miúdos. Ninguém se destacava. Ninguém nos abordou. Lá fui pedir que chamassem a pessoa que ia buscar os miúdos. Mas não chegou a ser preciso. O mais novo (que também era o único a comunicar comigo) puxou-me pelo braço e apontou para um homem que caminhava a passo largo, todo sorridente, na nossa direcção.

Apertou os miúdos contra ele, com uma força, um carinho, uma emoção... tive dificuldades em controlar as lágrimas.

Como a história dos young pax era diferente do que estou acostumada, pedi uma identificação ao homem e, enquanto escrevia o nome dele na folha, vi que o senhor tinha o estatuto de refugiado.

E pronto... tudo fez sentido. Menos a minha mesquinhez por estar com fome e não querer ir buscar os young pax.

Realmente... nós somos mínimos.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

I like happy stories

Apareceram-me dois passageiros um pouco atrapalhados com uma situação  para fazer o check-in.
Tinham-se esquecido de uma coisa importante e não sabiam como fazer. Eu recomendei que fizessem o check-in das bagagens, pois o que faltava era bagagem de mão. Assim, ficavam com as bagagens de porão despachadas e quando chegasse o que faltava só precisavam de correr para a porta. E se por acaso a coisa não chegasse a tempo era possível remarcar para outro vôo.
Fui falar com o chefe, expliquei a situação. Ele é um querido e foi ele que me deu a ideia de eu acompanhar os passageiros à porta. Assim podíamos passar pela porta rápida do staff.
Dois minutos depois telefonou-me e disse-me que eu tinha que fazer pausa e que iria ser complicado por causa dos passageiros.
Eu disse que não havia problema, eu iria com os passageiros até à porta mesmo que perdesse uma parte da minha pausa.
E assim foi. Uns minutos depois apareceu o que faltava, fomos para a porta de embarque e quando chegámos o embarque estava quase no fim.
Mas eles conseguiram!!!
Fartaram-se de me agradecer, mas... que podia eu fazer? Eles vão para as Seychelles casar... Não podia ficar parada sem ajudar. O que é a minha pausa comparada com um dia de casamento?!?
Eu espero que eles tenham uma óptima viagem e que se divirtam muito na festa.
Isso é o mais importante de tudo. 😍

 E quase que me esquecia... também tive direito a guloseimas do casamento. :)



sábado, 18 de novembro de 2017

Graffiti 2017

Algures nalguma pasta perdida no computador há graffitis de outros anos. Mas até eu ter vergonha na cara... ficam os deste ano...

Se eu aprendi bem numa visita de estudo em Nova Iorque, estas quatro fotos têm vários throw-up ou throwie.

Aqui estas duas... sei lá como se chamarão, mas são nos edifícios do costume, perto da grande parede...


E já que estou numa de arte, coloco a qui a vedação da incineradora da cidade. Eles sempre foram dados para as artes. Tiveram durante anos um graffiti com o nome de cidade e dentro das letras podia ver-se a linha de horizonte da mesma. Depois das obras, a pintura foi à vida, mas veio a cerca da polémica. Ainda são uns bons metro de rede "malhasol" assim para o torto. Custou uma pipa de massa e gerou discussão durante teeeeeempos infinitos. Apesar de tudo, acho-lhe um piadão e pergunto-me se foi a empresa do edifício onde fazem os graffitis todos os anos que forneceu o ferro... (a parede pertence a uma empresa de armar ferro para vários tipos de estruturas: placas, escadas, etc. o ferro é montado conforme a necessidade, sai dali e quando chega ao local é só enfiar betão por cima.)


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Prendas venenosas

Aqui na Suíça há uma cadeia de supermercados MUITO bem sucedida que não vende álcool. A cadeia foi criada há muitos anos e já nessa altura tinha uma perspectiva muito social: empregava alcoólicos em recuperação. Para que não caíssem em tentação, o álcool nunca entrou nas lojas e/ou carrinhas de distribuição.

Uma farmácia, quatro livrarias (uma delas online), um supermercado, o meu fisioterapeuta, uma óptica portuguesa e outra suíça, a companhia de telemóvel portuguesa e mais umas quantas empresas e serviços mandaram mensagem de aniversário. A maioria oferecia qualquer coisa.

No entanto, na minha perspectiva, só as instituições suíças ofereciam realmente qualquer coisa. Um desconto numa compra até não sei quando. Sem contrapartidas. Já nas empresas portuguesas, havia uma contrapartida: se eu comprasse X euros de produtos, teria um desconto de 5 euros. Quem não precisa comprar nada naquele momento... das duas uma, não usa o "presente", ou vai comprar desnecessariamente para poder gozar o "presente".
Oh pá... "eu dou-te uma fatia, se me ofereceres um bolo"?!?!? Nop... isso não é um presente para mim. Mas pronto... consigo tolerar estas "prendas". Quanto à do supermercado... a coisa já muda de figura...
Aquele que dizia que não tinham cartões nem complicações, propôs que eu comemorasse o meu aniversário desta forma: comprava lá o bolo e eles ofereciam o espumante. Eu parei nesta palavra- Não sei se o bolo tinha que ter tamanho mínimo nem de que marca era o espumante. Mal eu vi a palavra, ceguei.

Será que uma cadeia de supermercados não tinha outra forma de dar o ar de sua graça no aniversário dos seus clientes?!?! Um talão de desconto, por exemplo. Nem que fosse daqueles de compre 200 euros e receba cinco de desconto.
É que o espumante... ultrajante. A cadeia de supermercado, ao oferecer isto, acabou a excluir muita gente: todos os que não bebem álcool por princípio, por questões de saúde e até pela sua religião. Mas mesmo sendo bastante discriminatório, não é esse o grupo que mais me preocupa... e os alcoólicos (em recuperação ou não)?!? Disponibilizar assim de borla, de forma tão fácil uma garrafa de champanhe... não será um risco?!?!

Sim, eu tenho a mania de exagerar e ver tudo muito negro. Mas... o alcoolismo é uma doença. Nem toda a gente tem força para lutar contra um problema tão sério. E arranjar uma garrafa de espumante de forma tão simples... no dia de aniversário em que... pronto... é só um golinho... um dia não são dias... só se faz anos uma vez por ano... só se faz 35 anos uma vez...
não sei, não sei... acho que o pessoal do marketing em Portugal precisa de abrir os olhos e analisar mais à sua volta em vez de fazer ofertas parvas destas...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Da mobilidade e da independência

Mais para trás, mais para a frente. Mais no meio do cais, mais resguardado. Eu já tinha visto este objecto amarelo em muitas estações. Não percebia a sua função. Mas sabia que era bem mantido. Vi, em diferentes estações, funcionários a olearem ou simplesmente a limpar aquela coisa. Mas para que serviria?!
Demorei uns anos a perceber.

Mas, antes de responder a esta pergunta, tive que responder a duas que me surgiram numa viagem de comboio. Mas como é que este homem vai sair do comboio? Quer dizer... como é que ele entrou no comboio?
Aquele hoje estava numa cadeira de rodas. Viajava sozinho. E o comboio era dos velhos (velhice relativa, comparada com outros países), o que significava ter dois ou três degraus para se subir ao entrar.
Como é que um homem, sozinho, tinha subido as escadas, se estava numa cadeira de rodas?!?

Quando chegámos à estação de saída dele, eu percebi. E percebi, finalmente, que para que servia aquele objecto amarelo, presente em muitas estações de comboio: era um elevador para subir e descer pessoas em cadeiras de rodas.

Eu não sei exactamente como se procede para obter este serviço, mas ele está presente em todas a estações de comboio onde passam comboios mais antigos, cujo acesso não é directo para a plataforma.

Na altura vi o serviço a ser prestado, mas só hoje tive oportunidade de fotografar parte do processo.
Dois homens, um elvador e alguém que não ficou fechado em casa porque não tem como se deslocar.
 Uma coisa tão simples, que faz uma diferença do tamanho do mundo na vida das pessoas.
Tanta coisa que é copiada daqui e dali, e por que não copiar esta para outros sítios?

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Da consideração

Quase sempre que a minha Maria vai de férias acontece qualquer coisa e ela tem que ficar mais uns dias. Os patrões dela são flexíveis e basta uma mensagem para os avisar.
Desta vez foram os fogos que prenderam a minha mãe. Ela ficou tão abalada que fui eu que avisei os patrões, por mensagem mesmo.
Todos começaran por lamentar. Depois disseram que a minha mãe podia ficar o tempo que precisasse porque eles podiam também limpar a casa. Todos perguntaram se tínhamos perdido muita coisa e em que poderiam ajudar. Uma mostrou-se logo disponível para fazer uma transferência bancária, se fosse preciso.
Palavras de alento, que enchem o coração.

Mas a patroa mais interessante foi a A.. Ela estava de férias quando eu mandei mensagem, mas logo que regressou mandou nova mensagem para saber como estávamos e se me podia telefonar, para falarmos melhor. Lá falámos. Expliquei que, dentro do azar, nós tínhamos tido sorte, porque ""só"" nos ardeu um pinhal. Expliquei-lhe como estava a aldeia e a cidade. Ela perguntou como se escrevia. Para ver na internet. Não porque duvide da minha mãe, mas para ver a realidade.
Depois de explicar tudo e de a acalmar (ela é uma querida, emociona-se muito com os problemas dos outros), lá lhe disse que agora era esperar perla natureza.
E antes de desligar, aconteceu o mais agradável "obrigada por me contares o que se passou". Sim, ela agradeceu por eu ter desabafado com ela.

Perdemos alguma coisa, a minha mãe apanhou o susto da vida dela, mas... estas coisas simples... enchem e apaziguam a alma.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Wald

Só esta semana é que se começou a sentir mesmo o Outono. As cores garridas da época já apareceram há muio, mas tem estado calor.
No entanto, com ou sem calor, as exposições das abóboras foram feitas nos sítios do costume. E, como de costume, lá fui eu vê-las. Este ano o tema é a floresta (Wald). E, como sempre, a criatividade estava lá.






   






domingo, 22 de outubro de 2017

A normalidade da anormalidade

Quando voltei a trabalhar no aeroporto levei um gozo daqueles. Eu não tinha whatsapp. Como é que podia ser?!?!?
Depois de gozarem bem o prato, dissesram-me que era importante eu ter essa aplicação, pois era uma forma recorrente de comunicação na empresa.
Então, lá vai a totó a uma loja, quero um telemóvel que possa levar a tal aplicação, mas quero um modelo simples, porque eu não percebo uma porra de tecnologia. A senhora riu-se comigo e lá me recomendou um telemóvel.
Depois de pagar uma fortuna (300 francos por um telemóvel é uma fortuna, bem... por um telemóvel, qualquer coisa acima dos 100 já é uma fortuna...), fui para casa instalar a coisa. Só faço merda com aquilo... mando mensagens para as pessoas erradas, não percebo nada dos bonecos e sei lá mais o qué. Mas se era preciso...

Só que... afinal... no check-in... o pessoal usa as  velhas mensagens. E o meu aplicativo está mais activo nos perdidos e achados. Mas... (olha adversativa)... o chat, que devia ser de trabalho, serve para quase tudo, menos para falar de trabalho. Mensagens parvas... todos os dias. Mas a coisa escalou de tal maneira que comecei a ter vergonha de abrir o meu whatsapp na rua. Aquela canalha usa a aplicação para enviar pornografia. Siiiiim... o chat com o nome da firma tem a maior utilidade para vídeos e mensagens pornográficos.

Não sou uma púdica, mas... não exageremos. Será que eles achariam piada se fossem as mulheres e as filhas deles a receber mensagens do género?! Eles acham mesmo que eu tenho que aceitar isso só porque de vez em quando (muito de vez em quando) aparece uma mensagem  de trabalho lá no meio?
Eu acho que não. Portanto... adeusinho... saí do grupo. Quem quiser falar comigo sobre trabalho que me mande uma mensagem, um email ou telefone...
Cambada de anormais!!!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Coitadas das árvores

A minha mãe herdou meia dúzia dúzia de terrenos. Uns de cultivo e outros de pinhal. As propriedades dela são minusculas e só dão despesa. Sempre que vou de férias lá ando eu a fazer por manter os terrenos limpos. Umas coisas faço eu, oitras arranjo quem faça e pago. Quando é a vez de ela ir de férias, ela dá continuidade ao meu trabalho. Os pinhais, pequenos e com um.eucalipto ou outro  qur nasceu de uma semente trazida num bico de um pássaro, vão sendo limpos conforme a necessidade. Se encontramos um pinheiro seco tratamos de o mandar a baixo para não pôr nada nem ninguém em risco. Não são latifundios, mas temos orgulho naquilo.

Este fim-de-semana a tragédia chegou até nós. A minha mãe acordou com a luz do tablet que se acendeu porque estava carregado. Como foi para a cama a pensar nos fogos, nem pensou que o clarãp era dentro de casa e com o susto veio para a rua. A sorte dela e doz vizinhos! Caiu uma fagulha em frente à casa da melhor amiga dela. Com muitos gritos acordou a vizinhança e conseguiram evitar a tragédia. Na Segunda-feira, resolveu passar junto a um dos nossos pinhais. Todo ardido. Bem.como o carvalhal que estava ao lado, bem como um souto que estava do outto lado. Salvaram-se as casas. Mais nada. 

Não havia eucaliptos por ali. Por isso é que me revolta que culpem os eucaluptos. Não digo que os eucaliptos não ajudem na seca e em tudo o resto. Mas... não, eles não ardem sozinhos. A culpa é primeiramente de todos nós. Os que não limpam as matas, os que não fazem ordenação do território, os que fazem queimadas, os que não controlam tudo o que é necessário controlar: se a mata está limpa e ordenada, se há incendiários, se as bocas de incêndio existem e estão a funcionar...

Dentro da minha aldeia havia uns eucaliptos gigantes. Eram precisos vários homens para abraçar um. Eram um ícone da aldeia. Debaixo deles faziam-se as festas de S. Pedro, com churrasco e fogo de artifício. Nunca arderam. Só saíram de lá porque um caiu em cima do cemitério e tiveram receio que algo pior acontecesse com os outros. Se calhar até a queda poderia ter sido evitada, mas não adianta perder tempo a falar disso, eles já lá não estão. No entanto, falo deles para mostrar que a zona, mesmo com todos os factores de risco, em tempos idos não ardeu. E agora... que não há eucaliptos nem festa de S. Pedro (é em Junho, para quem não sabe), aquilo ardeu e as pessoas viram-se e desejaram-se para salvar as casas.

Não, os eucaliptos não são a razão para a tragédia de Pedrógão. Não, os eucaliptos não são a razão para a tragédia deste fim-de-semana. Não, os eucaliptos não têm culpa. Porque ainda não se provou que existem árvores de se destruirem por autocombustão.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Artista ou algo assim...

Estou com preguiça para ir saber quem é a senhora Méret Elisabeth Oppenheim, que tem a sua cara no .ch.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Quase um ano

Costuma ser no início do Verão que chegam as cartas para levar o meu animal de estimação ao veterinário. Este ano a coisa atrasou e eu tive que ligar para o hospital para saber como era. Afinal estávamos em troca de neurologistas e o serviço estava meio bagunçado...
Entretanto marcaram-me uma ressonância para Agosto e uma consulta para saber os resultados em Setembro.
Fui lá ontem e conheci a nova neurologista. Uma consulta muito básica, o que seria de esperar, para saber o que eu já suspeitava: está tudo bem (ufa!). Para o próximo ano, em Setembro, fazemos nova ressonância e consulta. Bom dia! E deu-se a consulta por terminada.

Hoje a minha mãe teve que vir a casa a meio do dia. Quando subiu, trouxe a correspondência da caixa de correio. Tens aqui uma carta do hospital. Que raio?!? Estive lá ontem, que quereriam eles?! Abro a carta a correr porque estou quase a sair para o trabalho e bato com os olhos em MRI (sigla para ressonância magnética) e em 3.9. Huh?!?! Estamos a 27 de Setembro... a ressonância foi feita o mês passado... Volto atrás e leio com mais calma. Ou seja, a não ser que aconteça uma calamidade qualquer, já sei que Segunda-feira, dia 3 de Setembro de 2018 (lá sabia eu que dia 3 era uma Segunda), às 16:15, tenho que me apresentar na Radiologia com um formulário de saúde preenchido (já apenso à carta).

De volta em vez eu penso em voltar a Portugal, mas depois... a depois aparecem estas coisas e fico com medo de ter uma doença na minha própria terra... é que... falta muito